O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 10/11/2021

Durante a Belle Époque Brasileira, o projeto de higienização da cidade do Rio de Janeiro foi um marco na política sanitarista, pois o seu objetivo principal era eliminar doenças que afetavam os cidadãos, como a varíola. Neste sentido, apesar do caráter impositivo, algumas patologias foram controladas, o que representa um avanço. Entretanto, analisar problemas que contribuem para o reaparecimento de algumas dessas doenças, como a desinformação sobre o autocuidado e a disseminação de “fake news” é necessário para o bem estar popular.

Em primeiro plano, vale destacar a falta de informação sobre o autocuidado. Geralmente, não é passado à população sobre atitudes que podem contribuir para a prevenção de doenças e, isso, gera a sensação que a  manutenção da saúde pública é uma tarefa apenas Estatal. Desse modo, o desconhecimento sobre o autocuidado - quando uma iniciativa individual causa um impacto positivo na coletividade -, influencia de forma direta na visão secundária em relação prevenção a proliferação do mosquito Aedes Aegypt, inseto transmissor de viroses, como a Dengue, Febre Amarela, Zika e Chikungunya, por exemplo.

Em segundo lugar, a interferência de notícias falsas é um fator a ser discutido. Em grande parte, a propagação de “fake news” nos meios digitais, contribui para a não adesão social à vacinação, o que facilita a disseminação de patologias, além do resurgimento de doenças, até então, controladas no território nacional. Tal realidade é comprovada, por meio dos dados da Fiocruz, em que relacionam o reaparecimento da Poliomielite e do Sarampo, no Brasil, devido o não alcance da cobertura vacinal adequada, o que pode comprometer o sistema público de saúde.

Portanto, interferir nesse contexto de desinformação e controlar possíveis epidemias é preciso. Sendo assim, o Ministério da Saúde, em parceria com as redes sociais, deve elaborar campanhas sobre a importância da prevenção no controle de doenças, por intermédio da divulgação na internet e na TV aberta. Essas campanhas deverão conter dados, exemplos e influenciadores digitais da área da saúde, a fim de disseminar verdades sobre a ciência e atitudes concretas que podem contribuir para a não proliferação de doenças.