O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 22/07/2022
No início de 2021, durante o ápice da pandemia do novo coronavírus, iniciou-se a vacinação popular com o imunizante que prometia reduzir os sintomas do covid-19. Como resultado, o número de casos diminuiu drasticamente. Porém, mesmo dois anos após o início da vacinação, a taxa de óbitos permanece preocupante. De acordo com o Instituto Butantã, mais de 75% das mortes registradas nos ultimos 12 meses são de indivíduos que não estavam devidamente vacinados. Por consequência da falta de vacinação, o novo coronavírus, que já tinha previsões de ter sido erradicado a esse ponto, continua fazendo vítimas até os dias atuais.
Ademais, doenças anteriormente tidas como controladas, como a tuberculose e a sífilis, voltaram a afetar uma quantidade alarmante da população. A doença do peito, também chamada de tuberculose, conta com a prevenção feita pela vacina do bacilo Calmette-Guérin (BCG). Entretanto, a propaganda negativa quanto às vacinas nos últimos anos potencializou a falta de aderência à vacinação. Segundo dados do Programa Nacional de Imunização (PNI), a taxa de abandono de vacinas essenciais na infância, como a poliomielite, cresceu cerca de 48% nos últimos cinco anos, sendo esse o pior índice desde o ano 2000.
Além disso, não apenas a pouca adesão à vacina pode custar a vida de diversas pessoas, mas também a falta de conscientização da população quanto a infecções sexualmente transmissíveis (IST) e sua forma de contaminação e propagação podem prejudicar a sociedade como um todo. É estimado, de acordo com dados publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que houve uma queda de 15% no número de adolescentes que utilizam preservativos durante relações sexuais, entre 2020 e 2021.
Diante dessa realidade, urge a necessidade de intervenção do Estado para que a vacinação não seja temida pela população. É fundamental que o Estado brasileiro faça, por meio de campanhas publicitárias de fácil acesso a toda a população, como rádio, televisão e redes sociais, a conscientização da importância do uso de preservativo, além da divulgação dos benefícios da vacina, e dos perigos que as pessoas estarão se submetendo caso não estejam com suas doses em dia.