O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 28/10/2022
A Constituição federal de 1988 prevê, em seu artigo 6, o direito À saúde como inerente a todo cidadão brasileiro, dessa forma, faz-se necessária uma discussão sobre o reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil. Entretanto, a falta de saneamento básico e a diminuição nas taxas de vacinação são as principais raízes dessa problemática. Desse modo, é necessário um debate de modo a mitigar a problemática em questão.
A princípio, é importante reconhecer a falta de saneamento básico como causa do problema. Sob essa ótica, segundo o filósofo Thomas Hobbes, o estado deve agir para garantir o bem-estar social, em contrapartida, o país enfrenta diversos problemas de saneamento básico, como a ausência de abastecimento de água potável e a coleta de tratamento de esgoto. Sob essa perspectiva, a proliferação de vírus e bactérias se da justamente pelo acúmulo desses resíduos. Segundo a OMS, doenças como malaria, cólera e febre-amarela são causadas pela falta de coleta básica de esgoto e pelo consumo de água não tratada, ferindo a síntese hobbesiana. Diante disso, o governo deve tomar medidas que garantam o bem-estar da sociedade, como propunha Thomas Hobbes.
Ademais, a diminuição na taxa de vacinação é um problema que persiste no cenário brasileiro. Nesse sentido, dados do governo federal mostram que o Brasil está abaixo de 50% da cobertura vacinal de poliomelite, os dados apresentados vão contra a recomendação da Sociedade Brasileira de Imunização (Sbim), que exige uma taxa de 95% de imunização do público. Essa situação deve-se em sua maioria pela falta de informação e conhecimento da população sobre as doenças erradicadas, sobre os horários dos postos de saúde e principalmente pela falta de divulgação das campanhas de vacinação nas áreas mais precárias. Logo, a Sbim deve desenvolve ações para que esse cenário mude.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Para isso, cabe ao Ministério da saúde, prover campanhas, por meio dos canais de comunicação que alcancem todas as regiões do país, inclusive as mais necessitadas, visando combater ambientes propícios à proliferação de vírus e bactérias que desencadeiam o reaparecimento das doenças consideradas erradicadas no Brasil.