O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 05/11/2022
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito à saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater os movimentos antivacina. Nesse sentido, esses movimentos que ocorrem difamando a vacinação propagam uma falsa informação, fazendo com que outras pessoas ao ouvir determinadas afirmações cometam o erro de não se vacinar e vacinar suas familias. Isso faz com que essas pessoas que não estão humanizadas contraiam o vírus com mais facilidade, e dissemine para muitas outras. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Ademais, é fundamental apontar o quanto as questões socioeconômicas como fome, pobreza, desigualdade, exploração, mudanças climáticas e meio ambiente atuam para a volta desses vírus no Brasil. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a saúde, o que infelizmente é evidente no país.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Saúde, por intermédio de cartazes e panfletos em locais de transporte público, forneçam informações sobre vacinação e o quão importante é quando uma doença está erradicada, a fim de desmistificar boatos que transmitam informações errôneas. Assim, se consolidará uma sociedade mais saudável, onde o estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.