O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 10/11/2022
O Brasil vive uma onda mortal de reemergência de doenças já erradicadas no país, visto pelos recentes surtos de sarampo e outras doenças infecciosas. Isso deve-se ao infeliz cenário de instabilidade econômica e política, que agravou às desigualdades sociais e fortaleceu o movimento antivacina.
Primeiramente, é válido destacar que a desigualdade social é uma alavanca para o reaparecimento de doenças erradicas, pois cria uma desproporcionalidade no acesso à saúde e seus serviços, como a vacinação. Segundo a Rede Análise, o norte do país possuia uma cobertura vacinal contra covid-19 inferior a 40%, enquanto São Paulo, apresentava uma cobertura superior a 80%. Esta falta de infraestrutura, faz com que o surgimento de doenças endêmicas nestas áreas seja mais provável, doenças essas, que tem a capacidade de disseminar-se novamente por todo o país e ser fatal a milhares de pessoas.
Ademais, tem-se, em meados de 2016, a ascenção da extrema direita ao debate público brasileiro, que fortaleceu inúmeras pautas negacionistas, como o movimen -to antivacina, que causou uma redução abrupta na cobertura vacinal e uma desconfiança quanto aos imunizantes na população. Sob esse viés, pode-se citar as falas criminosas do presidente Jair M. Bolsonaro, que, em meio a pandemia de covid, pôs em cheque a eficácia dos imunizantes, o que dificultou a vacinação e conteção da doença, que levou milhares a morte.
Assim, a fim de trazer equidade social e ao acesso à saúde, o Estado, por meio do projeto “Vacina, um porto seguro”, deve desenvolver infraestruturas adequadas nas regiões economicamente desfavorecidas do país, para que, dessa maneiras, toda a população brasileira possa imunizar-se adequadamente e vencer, de novo, doenças já “erradicadas”. Além disso, o Estado, deve veicular nas mídias propagandas conscientizantes, com o intuito de frear o crescimento do movimento antivacina.