O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 15/07/2024
Na série médica brasileira “Sob pressão”, há um caso grave de tuberculose que, ao ser investigado, foi descoberto que a paciente não tomou a vacina BCG por es-colha e indiferença dos responsáveis. Fora da ficção, a realidade brasileira é seme- lhante à obra, o que acarreta o reaparecimento de doenças erradicadas no país. Nesse viés, é imprescindível analisar não apenas o movimento antivacina, mas tam-bém a escassa distribuição de postos de atenção primária – prevenção em saúde – em áreas vulneráveis.
Primeiramente, é fulcral a atenção da sociedade acerca dos conteúdos antivaci-nas que percorrem na conjuntura vigente – sobretudo, no campo digital. Indubita-velmente, tais argumentos leigos no que se referem à prática da imunização agra-vam o cenário de queda da cobertura vacinal. Exemplificando o caso, é evidente que notícias falsas sobre a vacina da Covid-19, cujo tema foi noticiado e desmenti-do pela Fundação Oswaldo Cruz, implicou na baixa proteção (54,57% da população tomou as 3 doses, segundo Ministério da Saúde) e, assim, no aumento de casos.
Ademais, pesquisa realizada pela Redação Folha Vitória indica que o acesso à a-tenção primária é precário nas favelas, onde a maioria das pessoas vive em condi- ções de vulnerabilidade social e alimentar, segundo Instituto Brasileiro de Geografi-a e Estatística (IBGE). Desse modo, a população que não consegue se vacinar se tor-na propícia para contrair e transmitir doenças.
Depreende-se, portanto, que o crescimento de moradias informais é um grande risco aos brasileiros. Com isso, cabe ao Ministério da Saúde, por meio do Poder E-xecutivo, ampliar medidas estratégicas de prevenção e divulgação educativa, de modo a controlar a reincidência de doenças erradicadas e informar sobre a impor-tância da imunização.