O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 13/10/2024

A descoberta da penicilina por Alexander Fleming, em 1928, abriu porta para um mundo mais equilibrado, quando se tratava da possibilidade de conter doença que antes não havia tratamento. Diante do exposto, é notório que apesar dos avanços na área da saúde existem entraves que propiciaram o retorno de patologias controladas no Brasil. Assim, é crucial postular como causas da questão a lacuna informacional e a discrepância social.

A princípio, é preciso salientar como propulsora do panorama a insuficiência informacional. Segundo Benjamin Disraeli, primeiro-ministro do Reino Unido, o homem mais bem-sucedido é aquela que dispõe das melhores informações. Entretanto, nota-se que no meio social a deficiência de instrução sobre métodos de profilaxia não é disposta nos meios digitais. Dessa forma, os indivíduos, que não são instruídos, estão suscetíveis a contraírem doenças reemergentes.

Além disso, outra configuração para o impasse está na desigualdade social. Conforme Victor Hugor, poeta francês, o progresso é uma engrenagem, faz andar uma coisa sempre esmagando a outra. Nesse sentido, observa-se que a disparidade socioeconômica é um fator que permite às comunidades desamparadas de recursos básicos, a exemplo rede de esgoto, ficarem vulneráveis ao viabilizar a obtenção de enfermidades controladas.

Portanto, é imprescindível uma intervenção pontual no reaparecimento das doenças erradicadas. Desse modo, urge que o governo invista em programas sociais, por meio de verbas públicas, com o intuito de mitigar o retorno de patologias controladas. Tal ação contará com parceria midiática para garantir informações suficientes sobre métodos de profilaxia, juntamente com projetos de cunho social, feitos pelo Estado, para melhorias de saneamento básico para comunidades carentes. Feito isso, o avanço de Alexander Fleming será efetivo na sociedade brasileira.