O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 14/10/2024
O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil é uma problemática que precisa ser debatida, visto que, mesmo preveníveis, colocam em risco a saúde do povo brasileiro. Diante disso, cabe refletir acerca da disseminação de desinformação sobre as formas de prevenção de doenças e do desenvolvimento de um grave problema de saúde pública como consequência dos números elevados de incidência das infecções reemergentes.
Nesse contexto, é válido considerar a difusão de informações falsas ou imprecisas referentes à prevenção de infecções como principal fator catalisador do reaparecimento de doenças previamente erradicadas no país. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de um milhão e meio de crianças morrem anualmente devido a infecções que poderiam ter sido prevenidas com vacinas. Isso ocorre, pois o movimento antivacinação está em crescente e, com ele, vêm os elevados números de reincidência de doenças. Assim, torna-se evidente a necessidade de reforçar a importância da imunização para a população brasileira.
Ademais, é relevante considerar os prejuízos à saúde pública como consequência direta das doenças reemergentes. De acordo com a Secretaria de Atenção Primária à Saúde, mais de duzentos milhões de doses de vacinas são disponibilizadas todos os anos para imunizar a população contra diversas infecções - como sarampo, poliomielite e influenza. A partir disso, percebe-se que, além do alto investimento destinado à prevenção de doenças, cresce a necessidade de investir no tratamento daqueles não imunizados por escolha. Logo, nota-se que é preciso agir para evitar o sobrecarregamento do sistema público de saúde do Brasil.
Portanto, tornam-se claros os desafios do reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil e a necessidade de combatê-los. Dessa maneira, é imperativo que o Governo Federal atue na promoção da importância da prevenção de doenças. Isso deve ocorrer por meio de campanhas de incentivo à vacinação veiculadas na televisão e nas redes sociais - que exponham os reais riscos de contágio e vantagens da prevenção -, a fim de garantir a saúde da população e a estabilidade do sistema de saúde.