O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens

Enviada em 21/04/2022

A Constituição de 1988 garante a todos os indivíduos o direito à educação. Contudo, apesar de o amparo normativo, há, na hodierna sociedade verde-amarela, uma irrisória repulsão ao tabu em relação à educação sexual e suas implicações para o público infantojuvenil, devido, majoritariamente, não só à inoperância governamental, mas também à má-formação socioeducativa.

Diante desse cenário, é lícito ressaltar a obra “Uma teoria da justiça”, do contratualista John Rawls, ao inferir que o Estado deve garantir os direitos imprescindíveis dos cidadãos, como a educação e o bem-estar. No entanto, é evidente o rompimento desse contrato, quando se observa a ausência de atuação dele no que diz respeito a transmissão de propagandas ilustrativas, nas mídias digitais, que tecem a “importância” da comunicação seja familiar seja educacional quanto a questões relacionadas à prática do sexo seguro, o que deturpa totalmente a Magna Carta. Nesse âmbito, o livro “Depois daquela viagem”, cuja autora, Valéria Piassa Polizzi, alumia suas experiências, após a ratificação de sua condição de saúde, sendo, pois, uma pessoa soropositiva, a qual, a priori, por ser insipiente nessa questão, sequer conhecia qual é o método de transmissão, nesse caso, do HIV. À margem do relato pessoal, resguardando, todavia, as proporções distópicas, consoante a OMS, 40% da população tupiniquim, aproximadamente, está, por conta, como supracitado, da insuficiente máquina administrativa, acometida pela Síndrome da Imunodeficiência Adquirira, Aids.

Além disso, alude-se ao pensamento do educador Paulo Freire, ao evidenciar que, “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Sob essa perspectiva, percebe-se a importância do estímulo das escolas para a formação de seres íntegros e conscientes, haja vista que há muitos jovens que não conhecem os malefícios envoltos aos preconceitos à educação sexual, a exemplo, como aquele vivido pela escritora brasileira, da contração de infeções sexualmente transmissíveis. À vista disso, existe, no ambiente educacional, ainda na pedagogia freiriana, uma desvalorização no que tange à interpelação de quesitos de cunho social, em virtude da carência da Base Nacional Comum Curricular (a qual acoroçoa tão somente uma “educação bancária”, isto é, c