O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens
Enviada em 01/04/2022
O sistema econômico capitalista tem como forte característica a centralização dos lucros e a exploração da mão de obra barata de localidades mais desfavorecidas. Nessa perspectiva, com o atual processo de globalização e intensificação das trocas econômicas, a concentração de renda se tornou um fenômeno ainda mais proeminente no Brasil e no mundo. Por consequência disso, muitos problemas surgem na sociedade brasileira, com destaque para a ausência de direitos sociais e para a falta de infraestrutura econômica nas regiões mais pobres do país.
Nesse contexto, faz-se preciso analisar o atual cenário da distribuição de direitos no território nacional. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os estados do Norte e do Nordeste possuem as piores condições socioeconômicas do Brasil. Tal dado, aliado ao baixo investimento estatal em educação e trabalho nesses locais, permite afirmar que muitas oportunidades de ascensão social são negadas a população. Assim, é nítido que atualmente ainda existe uma cultura de priorização dos mais abastados no país.
Supracitadas algumas das partes que compõem a temática abordada, vale, também, mencionar a carente estruturação dos estados nortistas e nordestinos do Brasil. Na segunda metade do século XX, muitos projetos energéticos, como os de construções de usinas e de mineradoras foram materializados no Norte e Nordeste para o fomento das economias locais. No entanto, na atualidade, não se vê mais grandes investimentos nessas regiões, o que fez acentuar as disparidades de oportunidades entre os vários estados do Brasil. Dito isso, é indubitável que os gestores públicos ajam para diminuir tais discrepâncias sociais.
Portanto, cabe aos governantes a criação de medidas para minorar os problemas sobreditos. Logo, o Governo Federal deve otimizar o Pacto Federativo para que haja uma melhor distribuição dos recursos da União nas áreas de educação, infraestrutura e geração de empregos nos estados mais vulneráveis. Com isso, as populações do Norte e do Nordeste teriam melhores meios de ação para o desenvolvimento de melhores condições de vida. Fazendo-se isso, serão extirpadas as desigualdades regionais e os problemas advindos do capitalismo pós-moderno.