O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens
Enviada em 01/04/2022
A educação sexual é entendida pelo esclarecimento de questões relacionadas a sexualidade, buscando o preparo de crianças e adolescentes para questões indesejadas, como a gravidez na adolescência, infecções sexualmente transmissíveis (as ISTs) e de traumas mentais e físicos decorrentes do sexo. Entretanto, apesar de apresentar grandes valores sociais, ainda é vista com bastante tabu e pré-conceito, que praticam e propagam diversos desconhecimentos acerca do assunto, boicotando o instrumento de estudo nas instituições de ensino. Assim, com o baixo debate em escolas sobre a importância desse ramo, o desconhecimento em relação ao assunto se torna evidente.
Dessa forma, a ignorância social fomenta o desprezo e o pré-conceito a esse conteúdo de ensino, havendo um desestímulo de sua prática. Desse modo, para muitos pais, ao contrário de instruir, a formação escolar poderia aguçar, precocemente, o interesse das crianças para o sexo. Há também aqueles que, partindo de um viés conspiracionista, acreditam que essas disciplinas seriam mais “ideológicas” do que propriamente educativas e que teriam como objetivo estimular a homossexualidade e a transgeneridade. Nesse sentido, a profissional de sexologia Lena Vieira se demonstra contrária a essa ideia, visto que defende a importância social desse estudo, já que, além de apresentar conteúdos relacionados a sexo, instruem os indivíduos a perceberem comportamentos externos, para denúncia e auxílio de violências e doenças.
Além disso, a necessidade de aulas voltadas a esse debate é evidente, ajudando a aumentar os casos de denúncia de exploração sexual.