O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens

Enviada em 05/04/2022

“O tempo é sempre ideal para se fazer o certo”. Assim como na frase do ativista Martin L. King, na atual conjuntura brasileira, devido à importância da educação sexual na formação dos jovens, é necessário que o tema seja aplicado de forma prática quanto antes, deixando de ser um tabu. Nesse sentido, é preciso salientar que a desinformação é prejudicial reflete na sua saúde e bem-estar desses.

Sob tal viés, cabe notar, primeiramente, que a ausência de aplicação adequada desse ensino é danosa à juventude. Nessa perspectiva, é possível referenciar o filósofo Francis Bacon e sua máxima “saber é poder”, a medida que o conhecimento sobre o assunto influencia diretamente no comportamento dos jovens em relação a seus corpos. Dessa forma, as informações passadas os permite tanto reconhecer como funciona o organismo humano e o uso adequado de métodos preventivos como também sinais de abuso, o que evidencia a importância desse saber.

Além disso, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, esses têm o direito à vida, à saúde, à dignidade e à liberdade, que só podem ser garantidos se os jovens forem educados em todos os aspectos que os compete. Nesse contexto, é nítido que a visão polêmica e deturpada de que a educação sexual é prejudicial por expô-los a temas delicados fere garantias estabelecidas por lei ao privá-los de um conhecimento fundamental para assegurar esses direitos. Logo, é essencial que tal ensino saia do campo da discussão e seja aplicado de forma eficiente nas instituições de ensino, garantindo que a juventude conheça como manter a saúde e a integridade de seu corpo.

Portanto, medidas são necessárias para sanar os problemas discutidos. Dessa maneira, cabe ao Estado, responsáveis por todos sob sua tutela, em parceria com o Ministério da Educação, incluir a educação sexual na agenda escolar e garantir a transmissão desse conhecimento aos jovens. Tais ações podem se concretizar por meio da organização de palestras periódicas com médico e psicólogos nas instituições de ensino, além de propagandas que veiculem a importância desse conhecimento. Dessa forma, as crianças e adolescentes poderão se informar e tirar suas dúvidas, se tornando conscientes sobre o assunto e garantindo seus direitos.