O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens

Enviada em 08/04/2022

Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam essa nação. Não longe da ficção, percebem-se aspectos semelhantes no que tange à questão do tabu associado à instrução sexual no país.Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude do legado histórico e que tem como efeito a ausência de domínio sobre o assunto.

Convém ressaltar, a princípio, que a herança conservadora é um fator determinante para a persistência do problema. Nessa perspectiva, de acordo com o pensamento de Claude Lévi-Strauss, só é possível interpretar adequadamente as ações coletivas por meio do entendimento dos eventos históricos. Nesse sentido, o tabu em relação à educação sexual, mesmo que fortemente presente no século XXI, apresenta raízes intrínsecas ao passado brasileiro,dado a cultura conservadora da sociedade canarinha. Isso se deve, principalmente, pela grande influência da igreja católica na formação dos costumes nacionais, o que dificulta ainda mais sua resolução.

Por conseguinte, a falta de conhecimento sobre o sexo se torna um importante efeito da discussão. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre o tema, sua visão será limitada.Desse modo, problemas relacionados ao sexo como a grávidez na adolescência e transmissão de doenças se tornam cada vez mais comum. À vista de exemplo, consoante reportagem do G1, quase 30% das mulheres das áreas mais pobres do país se tornam mãe antes do 20 anos. Logo, medidas são precisas para reverter esse cenário.

Portanto, o Ministério da Educação deve popularizar o efeito que os antepassados têm sobre a forma de pensar da sociedade atual. Assim sendo, tais ações devem se dar por meio de vídeos nas redes sociais sobre a responsabilidade e a importância que a família tem na formação de uma opinião coletiva, além de relatos de experiências e dados estastísticos, visando a quebra de paradigmas socialmente alimentados.