O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens

Enviada em 11/04/2022

O mito da caverna, de Platão, descreve a situação de pessoas que se recussam a obsevar a verdade em virtude do medo de sair da sua zona de conforto. Fora da alusão, a realidade brasileira caracteriza-se com a mesma problemática no que diz respeito ao tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens. Nesse contexto, no tange à questão do tabu sexual no Brasil, percebe-se a configuração de um grave problema em virtude da falta de conhecimento e do legado histórico.

Sob essa ótica, pode-se apontar como um empecilho à consolidação de uma solução, a falta de conhecimento. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre à educação sexual sua visão será limitada e, por conseguinte, a visão dos jovens, o que dificulta a erradicação do problema.

Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão da formação familiar. De acordo com o sociólogo Talcott Parsons, a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Nessa perspectiva, a problemática do tabu relacionado à educação sexual no Brasil e suas implicações aos jovens, apresenta-se como um pensamento passado de geração em geração, o que dificulta seu extermínio por forças externas, já que o problema encontra-se dentro das casas das pessoas brasileiras e estende-se por uma longa linha do tempo.

Sendo assim, é indispensável a adoção de medidas capazes de assegurar a resolução do problema. É fundamental, portanto, a criação de ações que popularizem o efeito que os antepassados têm sobre a forma de pensar da sociedade atual, pelo Ministério da Educação, em parceria com o Ministério Público. Tais ações devem ser por meio de vídeos nas redes sociais sobre a responsabilidade e a importância que a família tem na formação de uma opnião coletiva e dos indivíduos enquanto seres singulares, além de relatos e experiência, dados estatísticos, visando a quebra de paradigmas socialmente alimentados. Por fim, é importante que o povo brasileiro se encare como responsável pelo problema pois, de acordo com Platão, o primeiro passo para mover o mundo é mover a si.