O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens
Enviada em 11/04/2022
Promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos( doravante DUDH) garante a todos os indivíduos o direito à saúde, à educação e ao bem-estar social. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que à educação sexual não encontra-se efetivada na sociedade. Desse modo, a negligência governamental, em consonância com o preconceito dos pais, são os principais pilares para esses conflitos.
Nesse sentido, vale salientar o desabono estatal como impulsionador da problemática. Destarte, de acordo com o IBGE, 90% das escolas públicas não possuem professores com formação em educação sexual. Sob esse viés, denota-se os alunos possuem seu direito à educação negligenciado, pois, sem esses profissionais, os estudantes acabam sem acesso a Pedagia Sexual.
Ademais, vale ressaltar o julgamento dos pais como perpetuador do impasse. Por essa perspectiva, segundo o sociólogo Émile Durkheim, em sua ánalise da sociedade, as pessoas tendem a temer o desconhecido. Sob essa ótica, os genitores, por não conhecerem sobre a importância que a sexologia possui, prefere que seus filhos não estudem sobre sexo nas escolas. Assim, muitos jovens acabam sem informação e sem saber como lidar com a vida sexual.
Portanto, com intuito de mitigar o tabu em relação à educação sexual, urge que o Estado, como promotor e garantidor do bem-estar, diponibilize subsídios para que o Ministério da Educação reverta essa verba em contratação de profissionais, que, por meio de workshops nas escolas, ensinariam os adolescentes e os pais sobre a importância da sexologia. Assim, a DUDH entrará em completo vigor.