O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens
Enviada em 11/04/2022
Gravidez precoce e abuso sexual infantil. Esses são assuntos que poderiam ser tratados e minimizados caso a educação sexual fizesse parte da grade curricular escolar brasileira. A educação sexual diz respeito a entrega de conhecimento do tema para os jovens, sendo de extrema importância para se evitar ou até mesmo denunciar crimes.
A priori, é relevante destacar que, com jovens se tornando mães, na maioria das vezes, elas também acabam se casando precocemente. Na reportagem da Record, é exposto o caso de meninas que se casaram e tiveram filhos durante a adolescência por não terem o conhecimento necessário para evitar a gravidez. Com a vida de mãe, além de terem sua autoestima prejudicada, elas têm, em sua grande maioria, que abandonar a escola para que possam cuidar do filho ou até mesmo para poderem trabalhar para conseguir sobreviver, entrando nas estatísticas de evasão escolar.
Ademais, a educação sexual, sendo no ambiente familiar ou escolar, pode ajudar a criança a expor situações de abuso sexual, ou até mesmo como lidar e como agir, encerrando o ciclo de violência. O menor, por muitas vezes, não consegue contar o que acontece, seja por medo ou por simplesmente não entender que a situação é errada e criminosa. Como consequência, muitos se tornam adultos traumatizados, recorrendo a ajuda psicológica. Angélica, famosa apresentadora e cantora, revelou recentemente uma situação de abuso sexual sofrida por ela quando tinha 15 anos. Em reportágem, ela diz que não soube agir durante o ocorrido e que foi um episódio triste e marcante na sua vida.
Contudo, o tabu acerca da educação sexual vem sido cada vez mais desconstruido, tendo ajuda de figuras públicas, como Marcela McGowan, criando conteúdo educativo para seus seguidores. Visto as consequências de não se falar sobre o assunto, o Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde e o da Educação, devem elaborar políticas públicas a fim de trazer o tema para as escolas - maior fonte de conhecimento e, às vezes, refúgio dos adolescentes - de acordo com faixa etária dos estudantes e, assim, diminuir a incidência de ocorridos que poderiam ser evitados com conhecimento sexual de qualidade.