O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens

Enviada em 13/04/2022

Os tabus, principalmente em relação ao diálogo sobre educação sexual surgiram por meio de uma construção coletiva social e principalmente religiosa das sociedades. Nesse sentido, o diálogo em relação ao sexo é uma prática historicamente reprimida que foi constituída para ser incontestada e perdura até os dias atuais. Tendo em vista que, atualmente essa problemática implica fortemente de forma negativa tanto na saúde, quanto na qualidade de vida dos jovens.

Em primeira análise, de acordo com o Boletim Epidemiológio de Ists,(doenças sexualmente transmissíveis), cerca de 64% dos jovens entre 14 e 19 anos apresentaram estar infectados em 2019. Assim como também, cerca de 23% das grávidas do pais são adolescentes, segundo a chefe de obstetrícia da Febrasgo. Dessa forma, é indiscutível que o tabu acarreta a ausência da educação sexual tanto nas escolas, quanto no ambiente familiar, implicando diretamente na saúde da população jovem. Tendo em conta, a elevada percentagem de gravidez indesejada e jovens infectados por Ists.

Outrossim, a qualidade de vida da população jovem depende muito da formação acadêmica e da estrutura familiar, juntamente com a falta da educação sexual. É importante considerar que para os pais precoces, a educação acedêmica fica em último plano diante de uma gravidez indesejadada, sendo então previsível a baixa qualidade de recursos para à família. Assim como também, a falta de estrutura familiar para orientar e auxiliar no que for necessário, pode corroborar para que o jovem não procure tratamento para as Ists, impactando diretamente na saúde e também na qualidade de vida.

Portanto, é necessário que por meio do Ministério da Educação juntamente com o Governo Federal, seja implantado um plano de educação sexual nas escolas públicas e privadas dos país, fazendo parte das matérias obrigatórias a serem dadas na sala de aula. A fim de permitir o esclarecimento e a informação segura dos adolescentes, assim como também promover reuniões entre pais e mestres com frequência para esclarecer e sanar as dúvidas, eliminando qualquer tipo de desinformação estrutural, visando a estimável diminuição dos números e a melhor saúde e qualidade de vida da população.