O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens

Enviada em 13/04/2022

De acordo com a Constituição Federal brasileira, no artigo 227, indica que é dever da família, sociedade e do Estado, assegurar à criança e ao adolescente, o direito à saúde, dignidade, liberdade e respeito. Entretanto, a realidade prometida mostra-se distante, visto que influências de raízes históricas são presentes no âmbito educacional e social, quando se trata de sexualidade. Dessa forma, percebe-se negligência familiar e omissão governamental, na pauta que é um grande desafio para o desenvolvimento juvenil.

Em primeiro plano, segundo o sociólogo Pierre Bourdieu, “a sociedade incorpora pensamentos ao longo dos anos e os reproduzem com naturalidade”. A partir disso, há um bloqueio sobre como falar de sexualidade para crianças, uma vez que é complexo o rompimento de ideias difundidas por muito tempo. Nessa lógica, a falta de diálogo familiar pode comprometer a vida adulta do indivíduo, com isso, é notório o percentual elevado de gravidez precoce e infecções sexualmente transmissíveis na adolescência. Assim, os pais negam conhecimentos básicos sobre métodos contraceptivos, devido opiniões de antepassados.

Ademais, a deficiência estatal, contribui para a não democratização de direitos à orientação sexual nas redes de ensino. Por seguinte, segundo o filósofo John Locke “o Estado deve garantir os direitos inalienáveis a todos”. Entretanto, hodiernamente, o pensamento explicitado não se aplica em ambientes escolares para uma particularidade humana que surge desde o nascimento. Logo, poucas são as instituições no Brasil que tratam sobre o assunto, é de suma importância explicar para os alunos acerca do corpo humano, assim podendo evitar violências sexuais.

Portanto, é necessário que o grupo familiar converse com mais clareza demonstrando confiança aos jovens. Outrossim, o Estado também tem a obrigação de educar, com o auxílio do Ministério da Educação deve ser incluído como parâmetro curricular o tema da sexualidade. Além disso, palestras e debates ministrados por profissionais da saúde podem ser concedidas ao público. Por conseguinte, espera-se serem exercidos os preceitos da Carta Magna, garantindo da mesma forma, segurança à juventude brasiliense.