O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens
Enviada em 16/05/2022
De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, todos os indivíduos têm o direito à educação, à saúde e ao bem-estar social. Entretanto, o cenário visto em relação ao tabu sobre educação sexual no Brasil ainda impede que certa parcela da população desfrute de seus direitos na prática, devido não só ao déficit educacional, mas também à falta de diálogo familiar.
Em primeiro plano, evidencia-se que a educação é fator determinante para a permanência da problemática. Haja vista o tamanho da desinformação e o tabu relacionado ao sexo. Segundos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, somente 13% das instituições de ensino do país possuem em sua base curricular disciplinas que ensinem seus alunos sobre conceitos básicos de higiene, saúde menstrual e os cuidados em uma relação sexual. Diante de tal contexto, é inadmissível que, em pleno século XXI, mais de 87% das escolas do país não possuam como objetivo principal a discussão sobre os benefícios e perigos do sexo, tendo em vista a importância do assunto para a prevenção dos jovens.
Além disso, a falta de diálogo familiar também é um agravante do problema, tendo em vista os raros casos nos quais os pais conversam abertamente sobre sexo com seus filhos, orientando-os sobre os cuidados, a importância do uso de preservativo e as possíveis doenças. No entanto, essa realidade é justamente o contrário. Conforme o Ministério da Saúde, os casos de ISTs estão aumentando por causa da falta do uso de preservativo, e desconhecimento das suas consequências. Nesse sentido, medidas são necessárias para a resolução desse quadro.
Fica evidente, portanto, que ainda há empecilhos que visem à construção de um mundo melhor. Desse modo, urge que o governo, em parceria com o Ministério da Educação, financie e desenvolva projetos nas escolas, por meio de médicos especialistas em sexo, com o objetivo de orientar os jovens sobre a importância de uma saúde sexual saudável e suas consequências quando negligenciada. Além disso, cabe ao Estado, promover palestras em espaços públicos, com a finalidade de orientar os pais sobre a importância do diálogo com seus filhos sobre a relação sexual, além de distribuir preservativos à comunidade mais carente.