O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens
Enviada em 02/06/2022
A saúde é uma das prerrogativas garantidas pela Constituição Brasileira de 1988, portanto, a adoção de medidas profiláticas reduz a probabilidade da propagação de doenças e de práticas nocivas. Apesar de primordial, a educação sexual ainda é um tabu no país, evidenciando o caráter conservador e desigual da sociedade, e implica, especialmente para os jovens, na perpetuação de infecções sexualmente transmissíveis (IST’s) e na sobrecarga do Sistema Único de Saúde (SUS).
O Brasil é um país multicultural e economicamente desigual, por isso, a existência do tabu em relação à educação sexual reflete a inexistência de um programa edu-cacional capaz de se adequar a tal diversidade. No filme “A mentira”, da Sony Pictu-res, a vida íntima de uma adolescente revela o despreparo do sistema escolar para lidar com a educação sexual. De forma semelhante, o programa educacional do Ministério da Educação falha ao negar informação e suporte individual para que crianças e adolescentes entendam os limites de uma interação e tenham um ambiente seguro, nas escolas, para denunciar, perpetuando o tabu em relação a educação sexual ao criar gerações que não falam ao agem sobre o assunto.
Dito isso, a ausência de diálogo entre pais e filhos, assim como entre educadores e estudantes, a respeito dos limites que devem ser dados ao corpo de cada um, da vida íntima e dos possíveis formas de procurar ajuda, médica ou policial, implica nos jovens, como retratado na série “Sex Education”, dificuldades de se relacionar, assim como um aumento no número de IST’s. Além disso, no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, os casos de AIDS entre jovens cresce em 30% ao ano, ao mesmo tempo que redireciona diversos recursos do SUS, para o tratamento com coquetéis de remédios e de doenças secundárias. Logo, suas implicações são sérias e comprometem drásticamente a qualidade de vida dos jovens brasileiros.
Sendo assim, é imperativo que sejam tomadas atitudes a respeito. Inicialmente, o Governo Federal, via Ministério da Educação, precisa introduzir a educação sexual nos primeiros anos da vida escolar, em reforma do programa educacional Brasilei-ro. Combinado ao acompanhamento psicológico nas escolas, será possível mitigar o número de abusos e, no futuro, a transmissão de doenças e gestações indeseja-das também. Dessa forma, o tabu em relação a educação sexual será mitigado.