O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens

Enviada em 01/05/2022

Segundo a psicóloga educacional Neide Figueiró, “a educação sexual tem finalidade de levar informação e conhecimento sobre tudo o que diz respeito ao corpo”. Nesse contexto, a população brasileira evita constantemente a discussão da pedagogia sexual entre os jovens, em que é tratada como um tabu nas relações sociais. Nesse viés, é importante analisar a importância da divisão pedagógica sexual e a prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST).

Nessa perspectiva, o sociológo francês Pierre Bordieu, em sua teoria “habitus”, defende que o homem incorpora estruturas sociais impostas a sua realidade, em seguida, naturaliza tais padrões e, por fim, as tornam como hábitos por muitos anos. Sob essa ótica, na contemporaneidade, os jovens sofrem por um tabu, em que as famílias condenam e estereotipam a educação sexual como algo ruim e que irá incentivar o jovem a fazer sexo. Entretanto, há uma grande importância na divisão pedagógica sexual, no qual professores e profissionais capacitados irá desenvolver nos jovens habilidades e conhecimenos práticos para uma maior compreensão de relações saudáveis e seguras com diferentes didáticas.

Além disso, segundo os dados do Ministério da Saúde (MS), em 2016, foram notificados em todo o Brasil mais de 87 mil casos de sífilis, que é uma das principais DST’s, no qual corresponde aproximadamente a 6,5 casos por 100 mil habitantes. Dessa forma, percebe-se na população, principalmente entre os jovens, uma falta de conhecimento sobre a prevenção do HIV, DST’s e gravidez não desejada, isto é, por um tabu contra educação sexual construído pela sociedade. Com isso, indubitavelmente, a pedagógia sexual promove que todos os jovens desenvolvam os conhecimentos e habilidades para que os indivíduos façam escolhas consciente e seguras que previnam as DST’s.

Urge, portanto, que o Ministério da Educação, junto as escolas, por meio de campanhas de educação sexual com profissionais especializados nas didáticas assertiva em cada faixa etária, proporcionem um pensamento autocrítico de relações mais seguras e saudáveis, a fim de prevenir as DST’s e dar maio valor a divisão pedagógica sexual entre os grupos sociais e extinguir esse tabu. Assim, poder-se-á transformar o Brasil em um país socialmente desenvolvido.