O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens
Enviada em 02/05/2022
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a educação sexual apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do preconceito, quanto do tabu.
Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o preconceito em relação à educação sexual no Brasil. Nesse sentido, o preconceito prejudica o esclarecimento em relação ao sexo, as infecções sexualmente transmissíveis, entre outras, o que traz risco para os jovens. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo John Locke, configura-se como uma uma violação no “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis.
Ademais, é fundamental apontar o tabu como impulsionador da ausência da educação sexual no Brasil. Segundo pesquisadoras formadas pela Unesp, nem 20% das ecolas brasileiras debatem sobre o assunto. Diante de tal exposto, o tabu proveniente da falta de informação sobre a importância dessa educação nas escolas dificulta até na denúncia de violencia sexual. Logo é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso é imprescindível que o Ministério da Educação, por intermédio de palestras e campanhas, esclarecam sobre a necessidade de educação sexual nas escolas. Desse modo, a população quebraria esse tabu, a fim de preparar os adolescentes para uma vida sexual segura. Dessa forma, atenuar-se-á, em médio e longo prazo o impacto nocivo.