O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens
Enviada em 04/05/2022
De acordo com Aristóteles, a base da sociedade é a justiça. Entretanto, o contexto atual contraria-o, uma vez que o tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens demonstra-se como uma questão injusta, o que desestrutura a base da sociedade brasileira. Logo, que é evidente como causas a omissão familiar, bem como a negligência do ensino formal sobre a sexualidade.
Nesse sentido, a omissão da familia na educação sexual do jovem é a pioneira da problemática exposta. Tal situação ocorre, porque, a maioria dos responsáveis legais não agregam informações sobre sexualidade ao individuo que está formando seu pensamento critico, logo, que foram preposto a aprender que o silêncio educa. Em contrapartida, o filósofo Jean Piaget, na teoria da epistemologia genética, afirma que o ser humano passa por estágios para obter a estrutura do seu pensamento cognitivo, desde a infância até a vida adulta. Desse modo, se a familia não intervém e ensina o primeiro contato sobre sexualidade, a criança cresce e pode desencadear uma irresponsabilidade na vida sexual, no qual surge IST, gravidez precoce, dúvidas sobre o sistema genital e entre outros.
Ademais, percebe-se que a negligência no ensino formal da educação sexual é outro agente do problema. Isso acontece, porque, mais da metade das redes de ensinos não estão colocando em vigor a lei de 2003 das diretrizes e bases da educação nacional. No qual, garante a formação integral do aluno, incuindo, expor o tema sexualidade de forma intrínsica. Nota-se, então, que, devido a essa disfunção no sistema educacional, esses discentes se mantém no senso comum, correlacionando sexualidade aos ideais ultraconservadores, no qual refere-se ao tema como um ato vergonhoso e desrespeitoso.
Infere-se, portanto, que é tempo de combater o retrocesso da informação sexual. Assim, cabe ao Ministério da Educação e da Saúde ampliar o acesso ao tema sexualidade. Tal ação deverá ocorrer por meio da implantação do projeto “o silêncio não educa”, o qual irá articular, junto aos docentes, gineocologistas, urologistas e responsáveis legais nos âmbitos escolares, a fim de relacionar, de forma planejada, o ensino sobre sexualidade e corpo do discentes. Afinal, a estrutura da sociedade é a justiça ao acesso da sabedoria.