O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens

Enviada em 04/05/2022

Segundo Francis Bacon “Saber é Poder”, para ele essa habilidade é o que nos possibilita transformar o mundo. Contudo, essa premissa não se faz presente no contexto hodierno, uma vez que milhares de jovens brasileiros não possuem acesso ao ensino sexual, ação que impede a obtenção do saber e fomenta o tabu existente em relação a esse tema. Nesse cenário, a garantia de acesso à educação sexual no Brasil tem como obstáculos a escassez de políticas públicas voltadas para essa prática, bem como a negligência das instituições escolares diante dessa problemática.

Sob essa ótica, é válido pontuar que a carência de políticas públicas relativas à educação sexual contribui para a manutenção do tabu existente. Isso ocorre, porque, como já foi estudado pela antropóloga Lilia Schwarcz, está presente no Brasil uma prática de eufemismo, ou seja, determinados problemas são suavizados e não recebem a importância necessária. Diante disso, é notório que o reduzido debate acerca da relevância do ensino sexual nas escolas, assim como a carência de propostas para facilitar o acesso dos indivíduos a esse direito dificultam a ruptura do tabu presente.

Outrossim, é imperativo analisar que a displicência das escolas frente a problemática em questão contribui para que ela perdure. Nesse viés, para compreender tal indicação cabe citar a obra “Pedagogia do Oprimido”, do educador Paulo Freire, na medida em que ela destaca a importância de uma educação formadora de indivíduos críticos, capazes de tranformar a lógica em que estão inseridos. Entretanto, essa afirmação vai de encontro a nossa vivência, dado a despreocupação das escolas em informar e conscientizar os alunos sobre assuntos que a sexualidade engloba, atitude que os impede de desenvolver um pensamento crítico e modificarem as circunstâncias atuais.