O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens

Enviada em 05/05/2022

Na série “Sex Education”, a personagem Aimee passa por um episódio de abuso sexual dentro de um ônibus, mas, por não ter recebido informações básicas sobre educação sexual, acaba não compreendendo a gravidade da situação. No Brasil, infelizmente, cenários como esse são muito comuns, visto que ainda há um tabu muito grande em relação à educação sexual. Isso se dá, principalmente, pelos preceitos cristãos seguidos por muitas famílias, além da cultura brasileira ainda ser muito conservadora.

Na Idade Média, a sexualidade era vista pela Igreja como um “peccatum”, ou seja, uma desobediência às leis divinas. Essa percepção, por mais que seja antiga, ainda é muito presente, visto que o Brasil é composto majoritariamente por pessoas cristãs. Por conta disso, muitas famílias acham pecaminoso abordar o assunto em questão e ocultam informações essenciais, como métodos para prevenir uma gravidez precoce, ou até mesmo para evitar a contração de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

Ademais, é importante ressaltar que, de acordo com a psicóloga Mary Neide, menos de 20% das escolas abordam a temática. Isso se dá devido à cultura brasileira ainda ser muito conservadora, fazendo com que se tenha ainda mais a privação de informação aos jovens e, por consequência, um aumento dos casos de violência sexual, visto que muitos adolescentes, principalmente meninas, não sabem como se defender em situações como essa.

Diante dos fatos supracitados, é preciso combater o tabu associado à educação sexual no Brasil e suas consequências. Para isso, é preciso que as famílias busquem se informar sobre o assunto, por meio de pesquisas sobre a educação sexual e seus benefícios, para que diminua os riscos de uma gravidez precoce ou da contração de ISTs. Além disso, é preciso que o Ministério da Educação invista na educação sexual nas escolas, por intermédio da inserção de uma grade curricular extra específica para a abordagem do assunto, para que facilite o combate à violência sexual no Brasil. Assim, pessoas como a Aimee não sofrerão mais as consequências de um país sem educação sexual.