O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens
Enviada em 10/05/2022
Dados da revista “Educação”, apontam que, o percentual de escolas que falam sobre educação sexual, ainda não chega a 20% no Brasil. Nesse contexto, o que a pesquisa demonstra, é uma urgência em tratar desses assunto nos meios escolares, pois, apesar de ser um tabu, a proliferação dessa pauta é benéfica no desenvolvimento das crianças e adolescentes, bem como, na prevenção da gravidez precoce e violência sexual. Desse modo, em razão do silenciamento e da mentalidade sociocultural, emerge um problema que precisa ser resolvido.
Primeiramente, é preciso atentar para o silenciamento imposto nas escolas e na sociedade. De acordo com o filósofo Habermas, a comunicação é uma verdadeira forma de ação. Sob esse viés, fica nítido que, a falta de debates sobre esse tema é um impasse para o desenvolvimento infantil, dado que a sociedade se recusa a desenvolver esses diálogos com os mais novos e muitas vezes tomam o assunto como desnecessário, oprimindo qualquer possibilidade de conversa e incentivando a abstinência sexual erroneamente, tornando a pauta cada vez mais esquecida.
Em segundo plano, outra causa para a configuração do problema é a mentalidade sociocultural. A filósofa brasileira Marilena Chauí, afirma que “os animais são seres naturais: já os humanos, seres culturais”. Tal perspectiva aponta para a influência da cultura na ação humana no que se refere a educação sexual, já que, no Brasil há uma aversão por parte da sociedade á assuntos relacionados ao corpo humano, sistemas reprodutivos ou funcionamento de orgãos genitais. Cabe agir sob o problema.
Portanto, uma intervenção faz-se necessária. Para isso, é preciso que a Mídia levante essa pauta no meio social, e incentive as escolas á fazerem o mesmo, através de canais de comunicação, que alertem e eduquem a população acerca da educação sexual, com a finalidade instruir a população e romper com esse tabu. Para essa ação, seria estratégico convidar médicos especialistas e profissionais da educação, afim de atrair maior atenção do público. Assim, possivelmente, os dados da revista se tornarão cada vez mais promissores.