O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens

Enviada em 14/05/2022

A última edição da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar mostra que 27% dos estudantes do 9º ano do ensino fundamental já tiveram relação sexual. Isto é, a falta de preparo para as relações sexuais pode levar a problemas graves. Essa falta de preparo está ligada, muitas vezes, ao tabu com relação a educação sexual no Brasil e, entre as consequências para os jovens, observamos, principalmente, duas: maior índice de gravidez na adolescência e contágio com infecções sexualmente transmissíveis (IST).

Primeiramente, de acordo com a Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde, um dos maiores fatores para a gravidez na adolescência é a falta de informação em instituições de ensino. Por isso, se faz de estrema necessidade a quebra de um pensamento arcaico, onde acredita que, a educação sexual jamais deve ser ensinada no colégio por estarem “sexualizando” as crianças. Como resultado, muitos jovens, sem informações primordiais, acabam entrando em sua vida sexual e, por consequência, acabam sendo pais muito cedo.

Segundamente, de acordo com o Instituto de Pesquisa e Ensino Médico de Minas Gerais, é estimado que 1 a cada 4 mulheres adolescentes tem uma IST. Isto é, a falta de um preparo nas instituições públicas sobre o assunto faz com que muitas mulheres na juventude façam atos sexuais sem qualquer tipo de proteção. Esse comportamento, cria um ciclo muito prejudicial para o sistema de saúde brasileiro, fazendo com que, exista um inchaço no sistema único de saúde levando ao tratamento precário da infecção e, muitas vezes, ao óbito.

Diante do exposto, se faz necessário que o governo do Brasil tome duas medidas. Em primeiro lugar, o Estado deve iniciar, em colégio públicos, palestras de cunho informativo. Essas palestras terão psicólogos, médicos e sexólogos, onde eles iriam conversar tanto com os pais, quanto com os alunos. Essas aulas, também, iriam ensinar maneiras de prevenção tanto para ISTs quanto para a gravidez, ensinando meninas e meninos a utilizarem, como por exemplo, preservativo. Em segundo lugar, o governo federal deve iniciar propagandas na televisão com o intuito de informar os brasileiros sobre a necessidade de existir uma conversa sobre educação sexual dentro de casa.