O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens

Enviada em 17/05/2022

As educadoras Mary Neide e Caroline Arcari, especialistas em educacação sexual,

em pesquisa observaram que nem 20% das escolas brasileiras abordam o tema em ambiente escolar.A falta de informação e a problematização do assunto geram diversos conflitos que acabam tranformando a educação sexual em um tabu para jovens e adolescentes tanto no Brasil, tanto como no resto do mundo.

A desinformação é algo perigoso em todos os contextos possíveis, isso não é uma exceção quando o assunto é educação sexual, na verdade pode ser ainda mais perigosa quando de algo tão importante como esse. A educação sexual aborda temas como higiene pessoal, consentimento, bem- estar e responsabilidade, tanto para consigo mesmo tanto para o outro. A falta de conhecimento sobre o tema pode levar à abusos na infância, gravidez indesejada, doenças, constrangimento e a uma problematiação desnecessária do assunto.

Muitas pessoas ainda hoje veem a educação sexual e assuntos relacionados como algo ruim, ou errado, maspelo contrário, esse assunto é extremamente necessário, principalmente durante a adolescência que é uma fase crescimento e de decobertas sobre si mesmo e sobre o mundo ao seu redor. Além disso a educação sexual não está relacionada ao ato sexual em si, mas tambem á outros tópicos relacionados. Quando se mostra à uma criança que tem certas partes do corpo dela que não podem ser tocadas por ninguém sem a permissão dela e que ela deve relatar á alguém proxímo caso isso aconteça, já está se dando uma ideia do que é educacação sexual à essa criança. Por isso mesmo a problematização se torna um problema tão preocupante.

Visto o quão prejudicial é a questão do tabu criado em relação á educação sexual, é necessário que as instituições escolares busquem cada vez mais trazer esse assunto para crianças e adolescentes, atráves de aulas e palestras por exemplo, já que esse é o lugar em que a maioria dos jovens passa a maior parte do tempo, sempre respeitando as fases da vida e buscando uma linguagem adequada para cada período, ao invés de simplesmente ignorar esse tópico como se ele não existisse.