O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens
Enviada em 17/05/2022
Historicamente, o Período Colonial no Brasil baseou-se na supressão das características nacionais -indígena e negra- a partir da imposição da ideologia católica, aristocrática e branca. Esse processo promoveu a padronização do estereótipo de mulher, corpo e sexo. Logo, o tabu em relação à educação sexual advém a falta de comunicação sobre as diversas formas de sexualidade e a implicação disso para os jovens refere-se a falta de aceitação.
A princípio, a artista Anitta, no início de 2022, atingiu o top um global com a música “Envolver” e tornou-se mundialmente reconhecida. A cantora, com a carreira pautada pelo funk, tornou-se peça fundamental para a educação sexual ao falar abertamente sobre sexo nas redes sociais, e ao romper tabus relacionados à falta de comunicação nas escolas e famílias brasileiras. Esse processo ocorre a partir do trabalho da mesma em exaltar as diversas formas da representatividade sexual, ao realizar parcerias com influentes do movimento LGBTQIA+, ao promover a quebra do estereótipo sobre os corpos femininos e ao instruir os jovens a usarem preservativo e zelar pelo cuidado íntimo, em entrevistas.
No entanto, a falta de comunicação familiar promove a não aceitação dos indivíduos perante a própria sexualidade. A Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, realizou um estudo sobre a relação entre opção sexual e suicídio entre os jovens e os resultados mostraram que homossexuais possuem cinco vezes mais chance de praticar o ato. Além disso, demonstrou-se que ambientes mais abertos para a comunicação e liberdade sexual -família e escola- apresentam menos casos.
Finalmente, para combater o tabu em relação à educação sexual no Brasil é imperioso que o Ministério da Educação promova campanhas de conscientização nas escolas públicas. Para a realização do ato deve-se convidar profissionais da área de saúde mental -psicólogos- para promover a comunicação com os jovens, a fim de normatizar a aceitação pessoal perante a sexualidade existente em cada indivíduo. Ademais, é essencial a presença de influenciadores pertencentes ao movimento LGBTQIA+, a fim de promover a efetivação da noção de pertencimento entre os jovens.