O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens
Enviada em 19/05/2022
Durante a Idade média, o sexo era considerado pecado e deveria ser evitado a todo custo. Passou-se muito tempo e ainda hoje esse assunto é considerado banal. Assim, abre-se uma discussão sobre como isso afeta a juventude brasileira e a sua formação como seres autônomos.
Primeiramente, faz-se necessário considerar que, principalmente entre os adultos, a atividade sexual fora do matrimônio é considerada um ato imoral. Esse tipo de pensamento é transmitido para jovens que estão entendendo o seu papel como cidadão. Tal estigma gera uma falta de conhecimento sobre o assunto e, consequentemente, cria uma deficiência educacional no meio social fazendo com que, cada vez mais, adolescentes reprimam sua sexualidade e, de certa forma, ocultem a sua voz para as próximas gerações, tornando esse tabu um ciclo vicioso.
Paralelo a isso, destaca-se o papel religioso que descriminaliza o intercurso na juventude, como acontece na série ‘‘Grey´s Anatomy’’, que em um de seus episódios um garoto corta a própria mão após ter estimulado os seus órgãos sexuais porque interpretou mal a bíblia sagrada. No Brasil, a religião é uma voz muito ativa, transmitindo os seus ideiais que tornam o sexo fora do casamento em uma transgressão que impede às pessoas de alcançarem a salvação, excluindo assim, qualquer diálogo sobre os assuntos entre os jovens.
Diante dos supracitados, entende-se que o pensamento retrógado somado à questão religiosa, são fatores que impedem discussões de cunho educacional e formativo sobre a sexualidade entre os no Brasil. Dessa forma, cria-se uma necessidade da atuação do Ministério de Educação que implante, nas escolas brasileiras, estudos mais aprofundados sobre o corpo e os frutos do prazer, a fim de exterminar dúvidas e normalizar tais discussões.