O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens

Enviada em 19/05/2022

Educação sexual: Um tabu no Brasil

No filme “Um virgem de 40 anos” é retratado a vida do personagem Andy Stizer, um homem de 40 anos, que não sabe nada sobre sexo, por isso passa por situações vergonhosas e complicadas. Nesse sentido, para além das telas percebe se o quanto a falta de diálogo sobre sexualidade é ainda um tabu na sociedade brasileira devido à falta de diálogo no âmbito familiar e na comunidade escolar.

À primeira análise, conforme o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), foram registradas 17 mil ocorrências de violência sexual contra infantes e/ou adolescentes no ano de 2019 e muitos desses casos ocorrem por inocência da criança que não sabe o que está acontecendo. Portanto, a família precisa dialogar com os seus filhos e retirar esse preconceito existente quando se trata de sexo. Ações como essa, também diminuiriam a quantidade de meninas menores de idade que estão grávidas no Brasil, que acabam tendo seus estudos e vidas afetadas precocemente.

Segundo o sociólogo Pierre Bourdieu, a escola não deve se distanciar do contexto de vida de seus integrantes, já que isso dificultaria a assimilação do conteúdo exposto na teoria com o da prática. Desse modo, a abordagem sobre o aparelho reprodutor, as consequências DST (doenças sexualmente transmissíveis), o uso de contraceptivos proporcionaria um maior entendimento sobre educação sexual, logo, deve ser aplicado a BNCC, visto que esse conhecimento pode ser aplicado aos estudantes.

Diante do exposto, urge que medidas sejam tomadas com o intuito de mitigar a problemática da educação sexual em jovens. Para isso, o Ministério da Educação, em parceria com o ECA, Estatuto da Criança e do Adolescente, devem, por meio de palestras, buscar um consenso entre a sociedade sobre a melhor maneira de lidar com o assunto da sexualidade, dentro e fora das salas de aula. Outrossim, matérias com essa temática, precisam estar presentes na grade curricular dos alunos, do fundamental ao ensino médio, de modo dinâmico e descontraído, para que eles não se sintam constrangidos. Desta forma, não aconteceria situações parecidas com a do personagem Andy.