O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens
Enviada em 24/05/2022
Durante a Idade Média, a sociedade acreditava que a menstruação era algo sujo e poluído, até mesmo os médicos da época chegavam a considerar o périodo mentrual como uma doença. Ocorre que, nos dia de hoje, tal desinformação ainda persiste em uma parcela da população, devido a falta de acesso a uma educação sexual de qualidade. Nesse viés, a educação sexual é imprenscídivel e, para sua eficaz aplicação nas escolas, se faz necessário desconstruir ideias equivocadas a respeito do assunto, tal como deixar explícito sua importância na vida de jovens e crianças.
De início, o tabu ainda existente a respeito da educação sexual, seja ele por motivos cultarais, políticos ou religiosos, dificulta o desempenho efetivo dessa educação. A esse respeito, um dos arcos narrados na minissérie brasileira “Gabriela” trata dos abusos sofridos pela persoangem e a falta de apoio que ela encontrava, pelo assunto ser vedado e restrito na época. Acontece que, fora da ficção, substancial parcela das famílias brasileiras evita, não só falar sobre sexualidade, mas também impede os menores de sequer terem acesso a informações sobre o assunto. Com efeito, o impedimento do contato precoce com a educação sexual se mostram um atitude impensada e sem fundamento que, se não for corrigida a tempo, poderá afetar a vida de um indivíduo.
De outra parte, é imprescindível ressaltar que a falta de conhecimento das crianças e adolescentes a respeito de sua sexualidade pode acarretar em problemas graves, tais como maior facilidade de ser vítima de abusos sexuais, ISTSs e gravidez indesejada. Segundo o site do Governo Federal os casos de gravidez entre adolescentes de 10 a 19 anos ainda é crítico, apesar de ter diminuido, em média 18% desde 2019, e um dos fatores determinantes para esse cenário é a falta de informações nas escolas e equipe de saúde.
Portanto, para que a educação sexual cumpra seu devido papel de informar jovens e crianças a respeito de sua segurança e responsabilidade sexual, se faz necessário que, o Ministério da Saúde, em parceria com as escolas, tornem a educação sexual uma matéria obrigatória nas salas de aula, além de apresentar palestras que divulguem sua importância na vida em sociedade.