O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens
Enviada em 25/05/2022
A constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6° o direito a educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado como ênfase na prática quando se observa o tabu sobre a educação sexual no Brasil, e seus óbices para os jovens, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social importante. Diante dessa pespectiva, podemos destacar a ausencia de medidas governamentais e o apoio familiar na ampliação do conhecimento do jovem.
Em primeira análise, deve-se ressaltar a falta de medidas do poder legislativo para combater tal tabu criado. Nesse sentido, Caroline Arcade, especialista na área, aponta que mais de 80% das escolas do país não trabalham o tema de educação sexual no âmbito escolar .Segundo as ideias do filósofo contratulista John Lock, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que a estado não cumpri sua função de garatir que os cidadãos desfrutem de seus direitos, como a essa educação sexual,o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar que a falta de base familiar como impulsionador da implicação que esse problema traz para os jovens no Brasil. Segundo, fala de uma professora que relata que são pouco os pais que apoiam tais abordagens nas escolas por acharem que seus filhos “são muito novos para falar sobre isso”. Diante de tal exposto, observa-se a falta de apoio da familia em aprofundar o conhecimento do seu filho evitando situações indesejadas como consequencia. Logo, é inadmissível que esse cenário continue assim.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esse obstáculos. Para isso, é imprescindível que o governo e a familia, por intermédio de introdução mais precisa em escolas e espaços públicos com aceitação e apoio da parentela, no uso de palestras que usem o diálogo mais simples possível para melhor compreensão dos jovens, e que os pais comuniquem-se de forma individual sobre precausões e riscos, a fim de obter melhor qualidade de aprendizado e práticas dos jovens. Assim, se consolidará uma sociedade mais consciente, onde o estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Lock.