O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens
Enviada em 26/05/2022
Na série “Sex education”, o personagem Otis, filho de uma sexóloga, vende conselhos sexuais aos seus colegas de escola, leigos no assunto. A narrativa permite que seja analisado que a maioria dos jovens sabe pouco ou nada sobre educação sexual. Nesse contexto, a temática da obra está conectada à realidade social do Brasil, visto que o tabu em relação ao ensino sexual no país limita a informação dos jovens, o que traz implicações para a vida desses. Dessa maneira, a indiligência do Estado e o baixo investimento em saúde perpetuam o problema.
Em primeiro plano, a negligência estatal quanto à educação sexual contribui significativamente para essa problemática. Por esse ângulo, a falta de projetos estatais que tenham por objetivo a assistência educacional sexual corrobora com a debilidade do setor e perpetua o tabu que envolve esse tema. Assim, uma parte expressiva da população não recebe o conhecimento necessário, o que leva ao aumento na incidência de gravidez precoce e de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) em adolescentes e jovens. Portanto, faz-se necessário uma ação do governo para melhorar essa realidade.
Além disso, é possível notar o sucateamento na área da saúde, que é também contribui para a manutenção dessa barreira. Nesse plano, apesar da Constituição brasileira assegurar o acesso à saúde de qualidade como um direito do cidadão, essa lei não é executada, por conta dos insuficientes investimentos estatais na área. Desse modo, contribui-se para o aumento da taxa calculada pela doutora em educação sexual, Mary Neide Damico Figueiró, que estima que apenas 20% das escolas brasileiras tratam do tema educação sexual. Isso favorece o prejuízo à saúde dos jovens pela falta de informação. Logo, é imprescindível uma intervenção para solucionar o caso.
Sendo assim, é necessário que o governo crie projetos e melhore o investimento na área da saúde educacional sexual, objetivando aumentar o conhecimento dos jovens sobre o tema. Por isso, o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação devem fomentar a criação de palestras e recolocar a educação sexual na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Somente assim o Brasil garantirá direitos para todos os cidadãos, como consta na Constituição Federal brasileira.