O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens
Enviada em 27/05/2022
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante no país, prevê em artigo 6° o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática, quando se observa o tabu sobre a educação sexual no Brasil e seus óbices para os jovens, dificultando, desse modo, a universalização desse direito social importante. Diante dessa perspectiva, podemos destacar a ausência de medidas governamentais e o apoio familiar na ampliação do conhecimento do jovem.
Em primeira análise, deve-se ressaltar a falta de medidas do poder legislativo para combater o problema. Nesse sentido, Caroline Arcade, especialista na área, aponta que mais de 80% das escolas do país não trabalham o tema de educação sexual no âmbito escolar. Segundo as ideias do filósofo contratualista John Lock, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de seus direitos, como a essa educação sexual, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar que a falta de base familiar prejudica o avanço do aprendizado do jovem brasileiro. Segundo o Datafolha, enquanto 35% das pessoas apoiam totalmente, os que discordam também se encaixa nesses 30%. Diante de tal exposto, observa-se a falta de apoio da família em aprofundar o conhecimento do seu filho, evitando situações indesejadas como consequência. Logo, é inadmissível que esse cenário continue assim.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o governo e a família, por intermédio de introdução mais precisa em escolas com aceitação e o apoio da parentela com uso de palestras que usufruam do diálogo mais simples possível para melhor compreensão dos jovens, e que os pais possam apoiar tal ensinamento como forma de investimento no desenvolvimento de seu filho na sociedade, a fim de avançar no amadurecimento intelectual desses jovens. Assim, se consolidará uma sociedade mais consciente, onde o estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Lock.