O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens

Enviada em 31/05/2022

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê, em seu artigo 6, o direito a educação como inerente a todo cidadão brasilei- ro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa que: falar sobre educação sexual ainda é um problema. De acordo com a CNN mais de 20% das jovens que engravidam, nunca tiveram acesso a esse tipo de orientação nem na escola nem em casa. Dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas educacionais para combater a falta de orientação sexual nas escolas. Nesse sentido, quando falamos sobre educação sexual, não estamos falando sobre posições sexuais ou al- go do tipo. As escolas precisam levar esse assunto a sério, pois é muito importante. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do contrato social, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os jovens desfrutem desse direito tão importante que é a orienta- ção sexual nas escolas, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar as escolas como os principais impulsionadores da falta de educação sexual nos colégios no Brasil. Segundo dados encontrados no G1. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que os diretores e coordenadores das escolas, por intermé- dio da disponibilização de aulas sobre educação sexual para os aulos do fundamental II e do ensino médio a fim de melhorar a situação dos jovens no Brasil, evitando gravidez indesejada entre os jovens e a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Assim, se consolidará uma sociedade mais feliz e mais justa, onde o Estado desempenha corretamente seu contrato social, tal como afirma John Locke. Assim, tornar-se-á possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos elementos elencados na Magna Carta.