O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens

Enviada em 08/06/2022

Na obra " Brasil : uma biografia", as historiadoras Lilia Schwarcz e Heloisa Starling apontam ao leitor as idiossincrasias da sociedade brasileira. Dentre elas, destaca-se a difícil e torturosa construção da cidadania. Embora o país possua uma das legislações mais avançadas do mundo, muito do que nela se prevê não se concretiza. Tal fato é evidenciado no tabu em relação a educação sexual no Brasil, problemática que persiste atrelada à realidade do país, seja pelo risco a saúde física, seja pela insuficiência legislativa.

Em primeiro plano, vale destacar que o risco à saúde física mostra-se como um desafio à resolução do problema. Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman “não são as crises que mudam o mundo e sim nossa reação a elas”. Mediante esse pensamento compreende-se que a sociedade pode superar os desafios causados por essa adversidade, isso é perceptível, visto que grande parte dos adolescentes mostram-se desinformados em relação à educação sexual, ou seja, não possuem consciência para se prevenir e cuidar do seu corpo, sendo assim, essa desinformação poderá causar doenças sexualmente transmíssiveis, como a sífilis.

Outrossim, é imprescindível salientar que a insuficiência legislativa é outro fator que corrobora à manutenção do embróglio, já que o poder executivo não cumpre o seu dever de zelar pelos cidadãos, posto isso, é valido enfatizar que a criação de leis que exijam aulas sobre a pedagogia sexual é necessária, somente assim, o indíce de adolescentes com IST’s diminuirá. Nessa perspectiva, tal problemática deve receber uma atenção política especial, pois, como afirma o escritor português José Saramago, é preciso solucionar os problemas e não apenas enxergá-los.

Portanto, cabe ao Governo Federal - devido ao seu poder ativo na sociedade- elaborar pojetos e politicas que contribuam à educação sexual nas escolas. Tais ações podem ser concretizadas por meio de redes sociais, banners, planfletos, cartilhas informando sobre os malefícios causados pelo risco à saúde física. Além disso, professores e administradores devem promover palestras em escolas e empresas mostrando os prejuízos causados pela insuficiência legislativa. Desse modo, solucionar-se a tais diversidades que insistem em atentar contra o bem-estar e a dignidade humana.