O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens
Enviada em 17/06/2022
Conforme a Constituição Federal de 1988 é dever do estado e direito do cidadão o pleno acesso à educação. Entretanto, tal direito é violado quando não se aplica, nas escolas, assuntos relacionados à educação sexual. Nesse sentido, a carência desse tema corrobora a gravidez precoce e a exposição às infecções sexuais..
Sob tal perspectiva, é válido ressaltar a necessidade de abordar acerca dos cuidados no que tange à temática. Diante disso, acredita-se que tratar a educação sexual nas escolas incita as crianças e os adolescentes a praticarem tal ato. No entanto, este assunto é abordado como sendo algo íntimo, fazendo com que a pessoa seja ensinada sobre quais locais podem ou não ser tocados, quem deve tocar e quando tocar, análogo ao pensamento de Miriam de Oliveira Dias. Além disso, essa prática ajuda até caso a criança ou o adolescente seja vítima de um estupro, pois ela saberá se alguém violou o seu corpo, passando a mão em algum lugar impróprio.
Outrossim, a ausência da educação sexual coloca os jovens frente à graves problemas. Assim, segundo o jornal “O Tempo” em 2018 cerca de 92 crianças nasceram de mães adolescentes, tal dado se torna preocupante haja vista que a causa desse ocorrido foi o não conhecimento efetivo dos métodos contraceptivos e sua maneira de atuação no corpo, podendo até ser ingerido ou manuseado de forma incorreta devido à falta de informação. Ademais, além desse revés a taxa de infeccções sexualmente transmissíveis são maiores entre a juventude os casos de sífilis conforme as notificações aumentaram 30% em comparação com 2017 segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES).
Portanto, é evidente que medidas são necessárias para atenuar esse empecilho na sociedade brasileira. Assim sendo, cabe ao MEC - Ministério da Educação e da Cultura efetivar o conhecimento acerca da educação sexual por meio campanhas e projetos nas escolas que abordem de forma respeitosa e objetiva o conhecimento do corpo e seus limites, junto à família a qual garantirá diálogos em casa entre pais e filhos, a fim de que tenha diminuição de exposição dos jovens a infecções e gravidez na adolescência, além disso, caso haja violação do corpo do indivíduo este estará sabendo e poderá recorrer ao seu responsável.