O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens

Enviada em 12/07/2022

No livro sexualidade humana, escrito pelo sexólogo Marcos Ribeiro afirma que a maior causa dos abusos infântis e infecções com ISTs (Infecção Sexualmente Transmissível) entre os jovens seja pela falta de educação sexual. O Estado brasileiro limita as informações sobre o assunto, gerando um tabu a cerca do ensino sexual, por causa do silenciamento social e condenação governamental.

Em primeiro ponto, a falta de debates cria um receio por parte da sociedade para falar sobre o problema. De acordo com a empresa de serviços sociais UOL (Universo Online), apenas 53% dos pais realmente ensinam para seus filhos sobre a vida sexual. O entrave dos pais em comunicar-se com seus filhos constroí diversas barreiras sociais, como maior vunerabilidade em abusos sexuais que vem cres-cendo em porcentagens no território nacional. A falta de comunicação nas casas vem decorrente da vergonha e do não saber explicar tais situações para os mais novos. De tal jeito, os adolescentes não recebem tais explicações corretamente e ficam dependentes da escola.

Em segundo ponto, o poder público nacional não promove aulas de pedagogia sexual. Em 2020, Damares Alves, ex ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos atacou a educação sobre gênero, dizendo que seria uma “doutrinação” e “sexualização” sob as crianças. Os mais diversos tipos de condenação sobre essa política de educação entre os funcionarios públicos, ocorrem. O repúdio estatal gera desconfiança e tradicionalismo educacional na sociedade, fazendo que a população desacredite que seja realmente necessário a implantação da educação sexual na base curricular.

Portanto, para que a implementação da educação sexual pare de ser um tabu para a sociedade brasileira, o Ministério da Saúde e o Ministerio da Educação deve conscientizar e informar o Estado da importância da educação de gênero, por meio de palestras e propagandas para que se torne mais fácil a implementação da pedagogia sexual nas escolas. E dessa maneira, haja a diminuição das porcentagens dos abusos infântis e a proliferação de ISTs.