O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens
Enviada em 21/07/2022
Manoel de Barros, grande poeta pós-modernista, desenvolveu em suas obras uma “teologia do traste”, cuja principal característica reside em dar valor às situações frequentemente esquecidas ou ignoradas. Seguindo a lógica barrosiana, faz-se preciso, portanto, valorizar também à educação sexual no Brasil, ainda que ela seja tabu na sociedade brasileira. Nesse sentido, a fim de mitigar os males relativos a essa temática, é importante analisar à negligência estatal e à educação brasileira.
Mormente, existe uma insuficiência legislativa que apresenta uma íntima relação com a existência desse cenário. Nessa perspectiva, segundo Thomas Jefferson, terceiro presidente dos Estados Unidos, a aplicação das leis é mais importante que sua elaboração. Sob essa ótica, é perceptível que à população fica exposta à falta de informação, visto que os cargos políticos não cria campanhas ou destina verbas, na qual acarreta na privatização desses conhecimentos sexuais. Logo, é imprescindível uma intervenção estatal.
Ademais, a educação brasileira, que se encontra precária nesse quesito de instrução sexual, contribui para o problema discorrido. Segundo o filósofo Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que à educação faz dele. Sob esse viés, é preciso que as instituições educacionais trabalhe em prol da formação de um adolescente mais cuidadoso e informado. Visto que, a falta de conhecimento sobre o próprio corpo pode dificultar na percepção de um abuso sexual, gravidez indesejada, DST e cuidado higiênico. Sendo assim, faz-se necessário amparo e apoio por parte da escola.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação - órgão político importante e responsável pela elaboração e execução do ensino - , promover campanhas de conscientização, por meio de uma lei a ser entregue à Câmara dos Deputados que vise implementar à grade escolar matéria de educação sexual. Para que assim, a sociedade priorize a instrução sexual e a “teologia do traste” não permaneça apenas no campo literário.