O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens

Enviada em 22/07/2022

A frase da filósofa francesa Simone de Beauvoir: “O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles” reflete a vigente realidade brasileira de descaso com os milhares de casos de gravidez indesejada na adolescência, contágios de infecções sexualmente transmissíveis e abusos sexuais sofridos por crianças e adolescentes que poderiam ter sido evitados por meio da educação sexual nas escolas. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a observação dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar o preconceito existente em relação às aulas de educação sexual nas escolas brasileiras. Preconceito esse, difundido muitas vezes por políticos conservadores e embasado em argumentos vazios como a sexualização precoce e a perda da inocência das crianças. Porém, muito pelo contrário, isso somente conscientiza os mais jovens acerca de seus próprios corpos e limites que devem ser respeitados, levando-os a denunciar abusadores, por exemplo.

Ademais, é fundamental apontar a implantação da educação sexual nas escolas como forma de diminuir os casos de gravidez precoce e doenças como AIDS, sífilis, entre outras, através do ensino sobre os métodos contraceptivos, como ter acesso a eles e também a como a evitar as infecções sexualmente transmissíveis com o uso de camisinha, por exemplo.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esse etigma associado à educação sexual no Brasil. Para isso, é imprescindível que o Governo, por meio de campanhas de conscientização, explique sobre a importância e todos os benefícios que o conhecimento sobre o corpo humano, a sexualidade e suas consequências trazem para os jovens brasileiros. Dessa forma, a inserção das aulas de educação sexual não causará tanta polêmica e poderá ocorrer normalmente como deve ser.