O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens
Enviada em 25/07/2022
Na crônica “Eu sei, mas não devia”, a escritora Marina Colassanti elucida sobre como as mazelas sociais são tratas de forma banal. Essa obra pode, facilmente, ser relacionada à questão do tabu em relçao à educação sexual e sua implicações para os jovens, dado que temas iguais a esse, atualmente naturalizados, não causam estranheza no Brasil. Cabe-se, então, analisar os aspectos sociofamiliares e a insuficiência informacional como propulsionadores dessa questão.
É importante considerar, a princípio, a falta de debate com os parentes em relação ao imbróglio em questão. Conforme Talcott Parsons, renomado sociólogo, a família é uma máquina de produzir personalidades humanas. Sob tal perspectiva, se questões relacionadas ao sexo não são discutidas nos lares ou em outros convívios sociais com os jovens, ocorre o surgimento de problemas que poderia ser evitados com o diálogo familar, a exemplo da gravidez na adolescência. Logo, a permanência desse tabu nos lares familiares é inadmissível, visto que pode provocar uma gravidez indesejada e, com isso, comprometer o futuro de muitos adolescentes por precisarem assumir a responsabilidade de cuidar de uma criança.
Ademais, como catalisador da problemática, convém analisar a lacuna no sistema de ensino. Segundo Pualo Freire, no livro “Pegagogia do Oprimido”, com a implementação de um formato tradicionalista de ensino, criatlizou-se uma educação que negligência à aprendizagem de conteúdos transversais, a exemplo da educação sexual nas escolas. Nesse sentido, com a falta de visão crítica -oriunda da escassez instrutiva- muitos jovens, infelizmente, desconhecem os riscos do ato sexual sem o uso de preservativo, o que leva esses indivíduos a terem graves problemas de saúde. Assim, é inaceitável que as escolas não abordem o assunto de forma crítica, pois pode aumentar os casos de doenças sexualmente transmissíveis.