O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens
Enviada em 06/08/2022
No início dos anos 1960, época marcada pelo salto do desenvolvimento de políti-cas higienistas, advindo dos inúmeros casos crescentes de gripes e doenças sexual-mente transmissíveis, havia uma grande preocupação que cerceava as mentes de médicos e até mesmo filósofos: A educação sexual. Como resultado, tem se feito efetiva na proposta de garantir conhecimento aos jovens sobre relações afetivas e a si mesmos, mas que ainda é estigmatizada pelas classes mais conservadoras.
Em primeiro lugar, a educação sexual tem como princípal objetivo ensinar e direci-onar os jovens para uma vida adulta com escolhas mais responsáveis, aprendiza-dos como: identificação de gênero, higiene íntima, prevenção de doenças sexual-mente transmissíveis e gravidez precoce estão em evidência nos principais deba-tes. Além disso, diversas aulas, cursos e palestras têm gerado resultados positivos. A mestre em psicologia escolar, Mary Figueiró, em entrevista ao site ECOA no ano de 2020, expõe os avanços das políticas de ensino sexual infanto-juvenil, responsa-bilizando a queda dos índices de doenças sexuais e gravidez na adolecência ao in-vestimento público nas grades currículares, estas que afirmam o cuidado sexual como parte fundamental do desenvolvimento pessoal da criança e do adolescente.
Todavia, a pauta é diariamente atacada por notícias falsas e sensacionalistas, que cada vez mais prejudicam a eficácia total das práticas pedagogicas relacionadas ao tema. Postagens como: cartilhas eróticas, pornografia em sala de aula e violação da intimidade dos jovens pelos docentes são corriqueiramente disseminadas nas redes sociais, todas informações falsas e verificadas pelos especialistas da “FATO OU FAKE?’’, grupo do portal “G1 Notícias” que investigam mentiras que enganam ou induzem o indivíduo ao erro.
Desse modo, está mais que exposto a importância de se defender uma pauta com tamanha transformação juvenil como a educação sexual. Assim, é papel do Gover-no Federal em conjunto com o Ministério da Educação promover a incorporação da educação sexual na grade curricular de todas as instituições de ensino, públicas ou privadas, a fim de guiar os jovens à escolhas mais saudáveis e, ao mesmo tempo, combater a desinformação que cada vez mais toma conta do debate público. Feito isso, a vitória não será só da educação, mas sim de uma geração inteira.