O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens
Enviada em 15/09/2022
Na distopia de “Admirável mundo novo”, de Aldous Huxley, o governo ensina, desde a tenra idade, acerca da educação sexual, para que gravidezes sejam evita-das e os indivíduos possam se desenvolver plenamente. Fora da ficção, esse tipo de educação para jovens ainda é, infelizmente, um tabu para a sociedade brasilei-ra. Dessa maneira, os jovens brasileiros ficam alienados de processos importantes, como o uso de métodos contraceptivos. Nesse âmbito, faz-se necessário analisar a grande quantidade de casos de gravidez na adolescência e a grande propagação de IST’s entre os jovens.
Em primeira análise, a falta da educação sexual aumenta as chances de gravide-zes precoces e indesejadas. Nesse sentido, vale citar que o Sistema Único de Saúde faz a distribuição de métodos contraceptivos, como a camisinha, contudo, ocorrem 400 mil casos por ano de gravidezes na adolescência no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde. Tal situação mostra que se não houver um pleno acesso por parte dos jovens acerca dos métodos contraceptivos, essa ação do SUS não será plenamente efetiva. Dito isso, urge a necessidade da garantia dessa informação para os adolescentes.
Ademais, as IST’s, como a AIDS, têm sua ploriferação favorecida devido à falta de conhecimento das pessoas. Nessa ótica, cabe ressaltar que 53% dos casos recentes de infecção pelo vírus HIV foram por pessoas jovens, de acordo com o Ministério da Saúde. Sob esse viés, a saúde dos jovens está sendo ativamente impactada pela privação destes de uma educação sexual formal que alerte sobre a necessidade de prevenções para evitar a contaminação. Dessa maneira, é mister que tal tema seja ensinado para os jovens.
Infere-se, portanto, a necessidade de ações efetivas contra esse nocivo tabu. Des-tarte, o Ministério da Educação, órgão que rege a educação brasileira, deve, por meio da adição de palestras com especialistas em educação sexual à base curricu-lar, garantir que os adolescentes tenham consciência acerca do tema, a fim de que usufruam de métodos contraceptivos, diminuindo casos de gravidez na adolescên-cia. Outrossim, o Ministério da Saúde deve fazer campanhas informativas sobre a importância do uso adequado de preservativos para a prevenção de IST’s.