O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens

Enviada em 17/08/2022

Conforme a primeira Lei de Newton, ou Lei da inércia, um corpo que está em mo-

vimento tende a permanecer em movimento, até que uma força contrária seja exercida sobre esse corpo. De maneira análoga a isso, os problemas e doenças re-

lacionados ao ato sexual permanecerão até que não se tenha mais um tabu em re-

lação à educação sexual no Brasil. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos impor-

tantes: a contração de ISTs (infecções sexualmente transmissíveis) pelos jovens e a falta de consciência do próprio corpo por parte dos mesmos.

Em primeiro plano, podemos destacar a contração de doenças relacionadas ao ato sexual por parte dos jovens. Desse modo, segundo o Ministério da Saúde menos de 60% dessa parte da população de 15 à 29 anos usam camisinha no ato sexual, o que tem relação direta com o aumento na contração de ISTs nessa faixa etaria, que segundo o jornal da USP já passa dos 60%. Dessa forma temos que a falta de edu-

cação sexual no Brasil implica muito na saúde pública.

Além disso, é notório que grande parte do público juvenil não tem consciência ou conhecimento a respeito do próprio corpo. Diante disso, temos que, por conta do tabu na hora do ensino sobre o corpo humano, muitas mulheres não tem conhecimento sobre o próprio ciclo menstrual ou sobre o que é período fértil, muitos homens não sabem fazer o uso correto da camisinha na hora do sexo. De acordo com dados do IBGE o número de jovens com acesso a esse tipo de educação sexual ainda na escola não passa dos 30%.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham amenizar o tabu em relação à educação sexual no Brasil. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Educação, criar projetos de conscientização ao público, por meio das mídias sociais, a fim de normalizar e assim conseguir implementar a educação sexual no país. Somente assim, estaremos fazendo uma força contrária aos problemas relacionados ao ato sexual.