O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens
Enviada em 25/10/2022
A crônica “Eu sei, mas não devia”, publicada pela escritora Marina Colasanti, exemplifica a necessidade de tirar as mazelas sociais da invisibilidade. Essa obra pode, nesse sentido, fazer referência ao tabu em relação à educação sexual e suas implicações para os jovens, dado que temas iguais a esse não causam estranheza no Brasil. Esse lamentável cenário é calculado na inoperância estatal e tem como consequência o aumento de doenças sexualmente transmissiveis.
Sob esse viés, o fator governamental precisa, de início, ser aprofundado. Acerca disso, o filósofo insglês Thomas Hobbes, em seu livro “Leiatã”, defende a importância do Estado criar medidas que auxiliem o progresso coletivo. As autoridades, contudo, possuem um papel inerte em relação à educação sexual no Brasil. Esse cenário decorre do fato de que, assim como pontuou o economista norte-americano Murray Hothbard, uma parcela dos representantes governamentais, ao se orientar por um viés individualista e visar um retorno imediato de capital político, negligência a conservação de direitos sociais indispensáveis, como uma educação de qualidade. Com base nisso, denuncia-se o fato de que, em razão da falta de informação, substancial parcela dos jovens não têm acesso a uma educação sexual, o que, sem a devida atenção do Governo no assunto, intensifica o tabu acerca do tema na sociedade brasileira.
Por conseguinte, é preciso apontar os impactos do problema no Brasil. Posto isso, de acordo com o site “Revistaeducacao”, menos de vinte por cento das escolas, em função do tabu na sociedade, não abordam a educação sexual nas escolas. Diante do exposto, nota-se que uma parcela expressiva dos jovens, carente de instruções, não conhecem os riscos das relações sexuais sem preservativos. Dessa forma, muitos adolescentes, sobretudo os que não têm acesso a informações sobre essa prática, enfrenta o risco de obter doenças sexualmente transmissíveis em virtude de não saber sobre a importância do usso de preservativos, a qual, muitas vezes, não é discutida no âmbito escolar.