O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens
Enviada em 26/09/2022
A Constituição Federal de 1988, prevê em seu artigo sexto o direito à saúde. Entretanto, a realidade presenciada pelos jovens no Brasil é completamente diferente daquela prevista na Constituição, pois á falta de informação científica e o tabu acerca da educação sexual no país faz com que muitos adolescentes tenham seu bem estar comprometido devido as doenças sexualmente transmissíveis.
Em primeira análise, é fundamental compreender que o preconceito acerca da implementação do ensino sexual nas escolas se deve a desinformação e falácias sobre esse assunto. Segundo o filósofo Voltaire o preconceito nada mais é que opinião sem conhecimento, esse fenômeno é observado quando a pauta é educação sexual uma vez que, muitos indivíduos acreditam e repassam “informações” desprovidas de fato na internet, corroborando para a não implementação de um assunto fundamental nas redes de ensino. Desse modo, a alienação da sociedade colabora para a permanência de tal estigma.
Em segunda análise, é preciso observar as implicações dessa problemática na vida dos jovens que desprovidos de orientação profissional buscam á internet como fonte de obtenção de dados. É válido destacar que para o sociólogo Manuel Castells a rede é um meio de comunicação e de interação. Portanto, o conteúdo disposto na internet é produzido por qualquer indivíduo e muitas vezes este não possui conhecimento prévio sobre o que aborda, assim, muito conteúdo disposto na plataforma não passa de mera opinião. Assim sendo, não é confiável que jovens tenham a rede como fonte principal de conhecimento visto que esta é meio para circulação de diversas fake news.
Destarte, é imprescindível que o Estado tome providências sobre o ensino sexual nas escolas. Nesse âmbito, cabe ao Ministério da Educação introduzir á disciplina de educação sexual na grade curricular de ensino com o intuito de resolver os problemas supracitados. Ademais, o MEC deve organizar palestras públicas para informar a população sobre o real motivo da introdução dessa matéria no currículo escolar. Somente assim será possível obter o apoio da população para a implementação dessa disciplina.