O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens

Enviada em 04/10/2022

A parti de 1990, após o surgimento da epidemia HIV/AIDS, crescimento do número de gravidez de jovens em idade escolar, a sexualidade ganhou espaços nas escolas e se consolidou lugar de fala em torno da ideia de prevenção. No entanto, apesar dos avanços, elementos de uma cultura repressiva estão ainda presente nos discursos religiosos e familiares que se posiciona contra a perspectiva da educação sexual, assim como a lacuna educacional existente no Brasil. Logo, faz-se necessário uma intervenção.

Em primeira análise, nota-se tratar que da sexualidade adolescente incorpora expressões como “Momento certo” valores carregados de conservadorismo, como a virgindade e o romantismo das relações, produzindo formas de controle sobre a sexualidade desses jovens. Diante disso, implicações tem origem de uma herança histórica de silenciamento, em que mulheres tinha conhecimento do assunto após o casamento. Dessa maneira, viola seus direitos humanos, pois priva do conhecimento a respeito do seu próprio corpo, expondo a doença, gravidez precoce e abusos sexuais. Destarte, tal questão é alarmante e afeta a teia social.

Em segunda análise, a discussão sobre a inclusão da educação sexual no currículo escolar é antiga significando problematizar a sexualidade e não no sentido de encarar como problema. Possuindo como pressuposto que a educação sexual nas escolas pode preparar cidadãos a exercer a liberdade do exercício responsável da sexualidade. A continuidade efetiva dessa educação sexual pode contribuir com a diminuição de abusos, como ocorreu em uma escola pública do Estado do Ceará, em que uma criança de 8 anos denunciou o abuso em sua casa aos professores ao fim de uma palestra sobre o tema. Por isso, é preciso trazer formas modificadas aborda o assunto conforme a idade e o ano letivo do indivíduo.

Portanto, medidas são necessárias para solucionar esse impasse. Dessa maneira, os pais por meio de orientações especializadas, profissionais da saúde, por exemplo deve promover debate sobre os temas relacionados a sexualidade, a fim de proteger seus filhos das consequências danosas da falta de informação.