O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens

Enviada em 16/04/2024

De acordo com a cientista Mary Calderone, “o verdadeiro objetivo da educação sexual é de ensinar as pessoas terem uma relação saudável consigo mesmas e com os outros”. Nesse sentido, a educação sexual tem papel de autoconhecimento, visando principalmente o bem-estar. Contudo, no Brasil, o tabu relacionado a esse tema, decorrente de um pensamento conservador, pode implicar em complicações para a vida dos jovens, os quais estão mais propensos à contração de IST’s.

Diante desse cenário, o preconceito em torno desse assunto é fruto de uma mentalidade tradicionalista, a qual perpetua estigmas e dificulta o acesso dos jovens a informações relevantes e necessárias para uma vivência saudável da sexualidade. A entrevista da repórter Eliane Scardovelli com uma professora evidencia essa corrente de pensamento. Ela relata que a educação sexual tem seu início apenas no sétimo ano, por causa da não aceitação dos pais sobre esse tipo de ensino. Assim, evidencia-se que o pensamento conservador se demonstra um empecilho para a implementação efetiva do estudo da sexualidade nas escolas.

Além disso, a falta de educação sexual nas escolas tem implicações diretas na saúde física dos jovens. A ausência de orientação sobre práticas sexuais seguras e o uso correto de métodos contraceptivos aumenta a vulnerabilidade desses indivíduos à contração de doenças sexualmente transmíssiveis. De acordo com o renomado médico Drauzio Varella, o estudo da sexualidade nas escolas traz um impacto positivo para a vida dos jovens, combatendo problemas como as IST’s. Sendo assim, comprova-se que os jovens são mais suscetíveis à danos na saúde se não forem introduzidos a educação sexual de forma correta.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação - em sua função de promotor do conhecimento entre crianças e adolescentes - implementar no currículo obrigatório escolas aulas qualificadas de educação sexual, mediante à contratação de profissionais competentes para essa tarefa. Com isso, mais jovens estarão cientes de métodos contra as doenças sexualmente transmissíveis, diminuindo então riscos graves à saúde de crianças e adolescentes.