O tabu em relação à educação sexual no Brasil e suas implicações para os jovens
Enviada em 18/05/2024
Na série “Sex Education”, ilustra o protagonista adolescente Otis, no qual decide criar sua própria rede de apoio para os estudantes de seu colégio, para aprenderem sobre educação sexual, pois ele tem a percepção de que os alunos não compreendem sobre o assunto. Fora da ficção, em comum com a realidade brasileira, é notório que os adultos creem que não seja necessário diálogos sobre orientação de erotismo com o público juvenil, logo prejudica sua formação. Dentre tantos fatores, pode-se citar o tabu criado pelos educadores e a negligência estatal.
Sob esse viés, é importante destacar, a princípio, que a falha nesse sistema de período da puberdade potencializa essa conjuntura. Dessa maneira, Katarina Tomasevski, relatora da ONU, afirma que “A educação é a chave para abrir outros direitos humanos.” evidenciando que o conhecimento em diversas áreas, resultam em mudanças tanto pessoais quanto no planeta inteiro. Entretanto, nota-se que quando a abordagem é sobre o estudo do sexualismo, os responsáveis se sentem receosos e limitam a temática a se tratar somente do ato em si, e na realidade é algo mais complexo e as restrições dessa conversação, tem como consequência a prodonizar o assédio, transmissão de doenças ou até o mal uso de preservativos. Sendo assim, esse estudo é crucial para a compreensão de que o corpo tem seus prazeres, mas também suas limitações e respeito.
Além disso, cabe salientar que a inoperância governamental é um fator que prevalece para a ocorrência dessa problemática. Nesse contexto, a pesquisa feita por “SinProf” compartilha que 73% dos cidadãos entrevistados, dizem não terem tido aulas sobre orientação sexual, cristalizando um modelo governamental que não se aplica ao aprendizado de temas transversais. Nessa perspectiva, com a falta de interesse do Estado no tópico, a sociedade cresce sem um estudo básico e com uma lacuna aberta sobre a própria saúde.
É evidente, portanto, que é preciso que tal problemática seja resolvida. Desse modo, cabe a iniciativa de terapias para que as superstições ruins sobre o sexo, sejam encerrada. Outrossim, o Ministério da saúde – Órgão responsável pelo bem estar público – deve, por meio de palestras públicas, trazer informações sobre a estatura, a fim de garantir visibilidade ao tema.